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Policial morto após atirar contra policiais em Salvador é enterrado no sul da Bahia

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enterro policial Salvador

O policial Wesley Góes, de 38 anos, que foi morto após fazer disparos de fuzil contra PMs, depois de um possível surto, em Salvador, foi enterrado nesta segunda-feira (29), no sul da Bahia, em Itabuna. Familiares e amigos, além de centenas de policiais estiveram presente no cemitério Campo Santo, em Itabuna. Foram os amigos policiais que levaram o caixão para o momento da despedida.

Depois das 17h, o corpo do policial de Salvador foi enterrado diante de muita comoção, aplausos e homenagem com fogos de artifício. O PM estava noivo e residia na cidade onde trabalhava. De acordo com a Polícia Militar, ele nunca apresentou comportamentos que sugerissem problemas psicológicos, em 13 anos de serviço. Nesta segunda-feira Rui Costa, o governador da Bahia, lamentou a morte de Wesley, nas redes sociais.

“Quero lamentar profundamente o ocorrido deste domingo e manifestar meus sentimentos à família do PM envolvido”, disse. Na postagem, o governador ainda fala em “estender a solidariedade a todos os policiais que participaram da operação e colocaram suas vidas em risco”. O soldado Wesley Góes trabalhava em Itacaré, na 72ª CIPM. Na tarde de domingo (28), Wesley foi até a companhia, buscou um fuzil e foi para o Farol da Barra. Os policiais já haviam notado que ele estava descontrolado e foram atrás dele.

Wesley parou em Salvador, no Farol da Barra. Assim que saiu do veículo, deu tiros para cima e gritou palavras de ordem. Ele estava com o rosto pintado de verde e amarelo. A polícia isolou todo o local e deu início a uma negociação que durou pouco mais de três horas. Familiares do PM foram chamados para ajudar. Durante as tratativas, o soldado atirou isopores de ambulantes no mar e arremessou bicicletas de banhistas. Góes chegou a empurrar uma viatura e motos de PMs. Às 18h30 o policial fez uma contagem regressiva e fez aproximadamente dez disparos contra o Bope, que reagiu atirando de volta e baleou o soldado. Wesley Góes chegou a ser socorrido, mas morreu às 23h.

Confira a ordem cronológica dos fatos: Às 14h: A ocorrência teve início quando o policial chegou na Barra, armado com fuzil e pistola. Imediatamente ele começou disparar para cima com fuzil. Unidades policiais do CPR Atlântico e especializadas cercou o militar e isolou o local. Às 15h: segundo a SSP, a negociação foi iniciada por uma equipe do Bope. O soldado alternava momentos de lucidez com acessos de raiva, acompanhados de disparos. Além dos tiros de fuzil, o soldado arremessou isopores, grades e bicicletas, no mar.

Às 18h35: O militar havia falado que teria chegado o momento, fez uma contagem regressiva e começou disparar contra as equipes do Bope. Após cerca de 10 tiros, o soldado foi neutralizado e socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE). Depois das 18h40: os profissionais da imprensa tentaram se aproximar do PM e foram afastados com balas de borracha.


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