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Cotidiano

Criança pendura carta de ‘boas-vindas’ em sacada de vizinho recuperado da Covid-19

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Moradores de um condomínio de Curitiba decidiram ajudar vizinhos diagnosticados com o vírus, durante o período de isolamento. Quando o menino Gustavo Stelmak de 7 anos, soube que o vizinho de alguns andares abaixo havia retornado para casa, após passar 10 dias internado, ele teve uma ideia. Escreveu uma carta de “boas-vindas”, pendurou o papel com um barbante, colocou alguns doces em um daqui plástico, e mandou pela sacada da casa onde mora, até a sacada do seu vizinho.

Luciano Rigon, é empresário, e recebeu a surpresa após ser hospitalizado e passar quatro dias intubado, ele ficou emocionado com o gesto do menino.
“Me escreveu uma carta, desejando felicidades, e eu achei esse gesto dele muito bonito. Ainda existem pessoas boas neste mundo. E eu acho que ainda vale a pena investir nessas pessoas”, comentou Luciano. Gustavo contou que teve a ideia de fazer a carta e colocou o plano em ação depois de combinar com a mãe.

Danielle Barreto, outra moradora do condomínio, também foi diagnosticada com a Covid-19 e precisou ser internada, e passou três dias intubada. Quando voltou para casa, foi recebida pela vizinhança com muito carinho. “A palavra que me define é gratidão. Não tem nada que descreva melhor esse momento. Gratidão porque bons corações ainda existem”, comentou.

Quando chegaram ao condomínio, Luciano e Danielle foram recebidos com aplausos, após o internamento. O marido de Danielle e a esposa de Luciano também foram diagnosticados com a doença, mas com sintomas leves. Eles também falaram sobre o amparo que recebeu da vizinhança solidária. “Me mandavam mensagem no PV, perguntando se eu estava precisando de alguma coisa, se colocando à disposição para ir ao mercado, à farmácia, para passear com as cachorrinhas”, disse a esposa de Luciano, Sheyla Tisson.

Márcia da Silva, vizinha do casal, que se dispôs a passear com as cachorrinhas, disse que decidiu tomar essa decisão ao se colocar no lugar da vizinha.
Fabio Bortolin, síndico do prédio comentou que “neste momento, as pessoas que estão voltando para casa, recebem o aconchego, de todos os colegas de condomínio, e a esperança aumenta”. “Eu não imaginei que as pessoas se importariam tanto com os outros. A gente vê que neste mundo ainda existe compaixão e amor ao próximo”, disse o morador Emerson Barreto


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